outubro 16, 2003

Smile 8

Alexandrino…
Epá, mas o que é isto?
Primeiro, de certeza que o nome dele não é esse. Não pode. É que se eu trabalhasse no Conservatório do Registo Civil e me aparecesse lá alguém a querer dar esse nome ao filho, no mínimo levava um latadão nas trombas. Tudo bem, podem-me dizer: “Ah, mas as pessoas podem dar o nome que gostam aos filhos”. Não!! Podem o caraças, para não dizer caralho! Há limites.
E depois, tem aquela forma estranha de falar!
Um gajo daqueles devia andar com um papel nas costas a dizer “Manter longe do alcance das crianças”. O gajo é completamente louco! Ninguém o prende? Ninguém faz nada? Não. Ainda o levam à televisão. Qualquer dia vem aí um gajo qualquer dizer que quer ser primeiro ministro e que vai salvar o país, e que os outros governos é que estavam mal, e que vai ajudar os velhotes e outras tangas que tal, e ainda o deixam candidatar. Bem, este exemplo não foi feliz. Mas não interessa, o que eu quero dizer é que este homem é um exemplo para os outros charlatões que aí andam.
É que ele próprio já está convencido das cenas que diz. “Ah, fui eu que ajudei não sei quem a não descer de divisão”. E duas lambadas nesses cornos, não iam? Esta sociedade está a ficar completamente desvairada. Só falta vir aí um tipo qualquer dizer que foi feita justiça porque o deixaram sair da prisão quando ele lá estava por ser acusado de crimes relativos a pedofilia. Isto já vale tudo. Bem, mas pelo menos, graças a Deus, ainda não batemos mesmo no fundo, isso só se algum dia se puder entrar para a universidade com cunhas de ministros, mas isto já sou eu a exagerar, não estamos assim tão mal…
Amigo Alexandrino, deixe-me que lhe explique, a magia não existe. É a brincar. Quer dizer, há coisas que parecem feitas por magia, como por exemplo termos o ministro da Defesa que temos, e isso pode dar azo a que uma pessoa pense que se consegue o impossível através da magia, mas na realidade chama-se a isso ilusionismo. Ora o meu amigo não ilude ninguém, porque toda a gente sabe que você não bate bem, o seu elevador não vai até ao último andar, falta-lhe um Ás no baralho, não bate a bota com a perdigota, tocam sininhos nessa cabecinha, a Boing podia fazer testes de aerodinamismo no espaço que lhe vai de orelha a orelha. Iludir, isso sim, fazem os grandes artistas, o Copperfield, o Luís de Matos, o Houdini, o Paulo Portas, esses sim, são os grandes mestres da ilusão e do engano.
Como é que o amigo se deita todas as noites? Pensa em quê? As coisas que você diz na televisão são de improviso, ou são escritas pelas Produções Fictícias? Você vai lá antes fazer um ensaio geral? Mas realmente a culpa também não é sua. Agora os cinco minutos que a sua mãe perdeu a educá-lo é que podiam ter sido aproveitados a apanhar lenha, que valia a mesma coisa e sempre ficava mais aconchegada à noite. Mas não desespere, pode ser que ainda arranje as tais assinaturas que precisa.
A minha já circula: “Jovem, ajuda este mundo a ficar melhor, vamos arranjar cinco mil assinaturas e mandá-las para a ONU. Apedreja um bruxo e salva uma nigeriana que meteu os cornos ao marido!”.
Tá?

Publicado por Pikes em outubro 16, 2003 03:20 PM
Comentários

«charlatões»?

«deixe-me que lhe explique»?

«Boing»?

2, de 1 a 10.

Afixado por: Senhor Doutor em outubro 17, 2003 01:08 AM